fugas

Depois de ter lançado um primeiro livro sobre o Norte de Portugal, Cristina Castro guia-nos agora, docemente, pelo Sul do país. […] No prefácio, Maria de Lourdes Modesto sublinha que aqui encontramos a história “não fantasiada” de cada doce. E essa é uma das grandes virtudes do trabalho de Cristina Castro: uma pesquisa séria e rigorosa.

Borrachinhos, papudos, sardões, passarinhas, ferramentas de São Gonçalo, o bolo de discos, que a senhora Rosa Maria faz em Arcos de Valdevez, os caladinhos, de Santa Maria da Feira… bem vindo ao mundo dos doces, muitos com nomes curiosos, e suas histórias, relacionadas com lendas, romarias e santos padroeiros, por exemplo. Cristina anda encantada por poder contá-las. E também os prova.

 

Estamos perante uma obra de uma dimensão invulgar. Este é o primeiro volume de cinco que constituem o levantamento da doçaria que se pratica em Portugal. […] Tive a sorte e o prazer de acompanhar algumas diligências nesse sentido. A breve prazo, e após a obra terminada, ninguém poderá dizer que estudou a doçaria portuguesa sem consultar estes trabalhos. Será um documento obrigatório. 

“Apercebi-me que as pessoas que fazem os doces, e os doces com muita história, têm uma relação muito sentimental com a doçaria. Uma senhora dizia-me que tinha de fazer os doces não para continuar o negócio, mas porque era a única forma de estar junto da mãe.”

Trata-se do primeiro de cinco volumes de uma coleção que, completada, fará o inventário da doçaria portuguesa – não só a clássica mas também a de tradição mais recente, a dita popular e a conventual, mais ou menos conhecida.

[…] dizia a autora que a sua intenção seria publicar em livros as suas descobertas. E se bem disse, melhor fez. “A Doçaria Portuguesa · Norte” é o primeiro volume que resulta dessa pesquisa. […] Há livros menos calóricos, é verdade, mas não tão apetecíveis.

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