Esta especialidade de Oeiras tem fama antiga, pelo menos desde finais do séc. XIX.Vendidos como uma iguaria de luxo, os palitos eram exibidos nas melhores montras de Lisboa, como na Confeitaria Nacional, onde eram anunciados “palitos d’Oeiras”. A dada altura do séc. XX, perdemos o rasto do doce e ficou esquecido muitos anos. Só recentemente foi recuperado da memória dos mais velhos e voltou a ser produzido em Oeiras. Não sabemos ao certo se já fazia parte dos luxos do Palácio do Marquês, mas admitimos a hipótese. Os palitos começam por ser um bolo de tipo pão-de-ló, que é depois fatiado e vai ao forno segunda vez. Fica tostado e quebradiço. Uma maravilha de séculos passados, hoje à nossa disposição.
This Oeiras delicacy has a long history, at least since the end of the 19th century. Sold as a luxury sweet, the “palitos” were displayed in the best confectionery windows in Lisbon, such as the Confeitaria Nacional, where they advertised “palitos d’Oeiras”. At some point in the 20th century, we lost track of the sweet and it was forgotten for many years. It was only recently that it was recovered from the memory of the elderly and returned to production in Oeiras. We are not sure if it was already part of the luxuries of the Palace of the Marquis, but it might have been. The “palitos” start off as a sponge cake, which is then sliced and goes back to the oven a second time. The palitos are toasted and brittle. A marvel of past centuries, available to us today.